quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Melhores baladas

Santa Aldeia

Uma casa que conta sempre com grandes atrações, muita gente bonita os melhores drinks


Dentro de um espaço bem ventilado rodeado de verde, palmeiras, helicônias, bromélias e com uma decoração muito agradável, cerca de 20.000 pessoas se divertem mensalmente com os diferentes shows musicais que o Santa Aldeia oferece de quinta-feria à domingo.

Possui três bares espalhados pela casa, ilha de pizzas, cozinha profissional, palco de 24 m² para shows, camarins, mesa de som com equipamento para DJs, duas pistas de dança, sendo uma em espaço reservado (fechada) com outra cabine de DJ, camarotes com acesso restrito, chapelaria, cerca de 24 banheiros entre masculinos e femininos e um sistema completo de iluminação de palco e pistas.


Venha nos conhecer de perto

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Corpo e Alma Brasileira


CAIPIRINHA


SINÔNIMOS DE BRASIL: FUTEBOL... SAMBA E CAIPIRIIINHA



"Quando o Brasil criar juízo e se tornar uma potência mundial, será a Cachaça, e não o Whisky, a bebida do planeta."
Jurista SOBRAL PINTO

As palavras do saudoso e apaixonado Jurista Sobral Pinto... há muito tempo escritas... Estão muito próximas de tornarem-se realidade.

Quando vejo a maturidade política, econômica, social e a Brasilidade por que passa o nosso país desde que restabelecemos a democracia no final da década de 70, e que vem se acentuado rapidamente ainda mais no início deste século, concluo que o grande Jurista... esteja onde estiver deve estar lembrando-se de sua celebre frase.

Limão, açúcar, gelo, Cachaça... Limão, açúcar, gelo, Vodka...Limão, açúcar, gelo, Ron...Caipirinha... Caipiroska... Caipiríssima??? Hoje em dia temos três tipos. Mas, qual a melhor opção ?? Enquanto alguns discutem outros bebem... Todas.

Bebida de corpo e alma brasileiros e ultimamente cada vez mais com carregado sotaque estrangeiro, “Caipiriiinha”... Está cada vez mais se tornando a mais genuína bebida brasileira internacionalmente conhecida... E quem diria que até bem pouco tempo atrás era considerada como sendo de segunda classe em nosso país, devido ao seu principal ingrediente... ”A Cachaça” ser uma bebida muito popular.

Depois de muitos anos da invasão dos Whiskies Escoceses... das Vodkas Russas...dos Rons Cubanos... nossa Cachaça, Pinga, Aguardente, Malvada, Amansa Corno, Água que passarinho não bebe, Esquenta-corpo, Maria-branca, Suor-de-alambique, Arrebenta-peito, Mel, Mé, Goró, Cana, Loirinha etc. ... etc. ... etc ... Está se tornando cada vez mais popular entre todas as camadas sociais. Todos pedem sua preferência nacional nos mais diversos tipos de bares e restaurantes... dos mais simples aos mais sofisticados... E sentem-se orgulhosos em não mais precisar sussurrar aos Barmens, com medo de serem rotulados como não tendo classe, pedindo ao invés das bebidas importadas... a brasileiríssima Caipirinha em bares e restaurantes chiques.

- Uma Caipirinha, por favor!

Daiquiri e Mojito


Quase 40 anos depois de sua morte o famoso escritor americano Ernest Hemingway, autor de inúmeros livros de sucesso entre os quais O Velho e o Mar mostra-se mais do que nunca presente no mundo das letras, cultura, arte e gastronomia.
Conhecido por ter sido um grande machista, passado por quatro casamentos... Sobrevivido a duas grandes Guerras Mundiais, tendo entre elas a Guerra Civil Espanhola durante a qual foi correspondente voluntário, tendo-se enfileirado nas trincheiras republicanas... Sua vida e sua morte foram sempre cheias de história e aventura, amor e desilusão, e estes ingredientes por si só já formam um grande e épico romance contemporâneo.
Não bastasse tudo isso, Hemingway adorava as boas coisas da vida, jamais dispensando uma bebida ou aventura. Aliás, ele participava de todos os tipos de esportes radicais que existiam em sua época como boxe, touradas, pescarias marítimas e os grandes safáris nas savanas africanas.
Hemingway foi também o autor norte americano que talvez mais tenha despertado interesse de Hollywood. Seus textos de frases curtas e a transparência psicológica criada em todos os seus personagens encantavam os grandes diretores de cinema e o sucesso literário de seus livros criava os argumentos necessários para convencer qualquer que fosse o produtor.
Desta forma muitas versões de seus livros povoaram as telas de cinema e transformaram-se em sucesso de critica e público. Entre elas: Adeus as Armas, que foi filmado três vezes e o Velho e o Mar que acabou ganhando duas versões, assim como o conto, Os Assassinos.
Os elencos eram sempre compostos por uma constelação de estrelas tão grande como o céu de Cuba, quando deixava seus bares prediletos com umas e outras a mais na cabeça... Atores como Gary Cooper e Ingrid Bergman em Por Quem os Sinos Dobram, Rock Hudson em Adeus as Armas, Spencer Tracy e Anthony Quinn que interpretaram o velho Santiago, respectivamente nas duas versões do Velho e o Mar, Ava Garner e Gregory Peck em as Neves do Kilimanjaro ajudaram a eternizar estas obras literárias nas telas dos cinemas. Além de suas obras fascinarem atores e diretores, pois todos tinham certeza do sucesso.
Mas, a obra que sem dúvida mais marcou a carreira de Hemingway, foi o Velho e o Mar, quando seu personagem principal do quase monólogo, o velho pescador Santiago passa quase todo o texto tentando convencer a si mesmo que ainda é capaz de enfrentar a imensidão do mar e capturar aquele enorme peixe, lutando com todas as suas forças contra tubarões famintos que tentam tirar-lhe seu maior troféu. A precisão contida em seus monólogos neste livro deram-lhe dois dos mais cobiçados prêmios literários do mundo, o Nobel de literatura e o prêmio Pulitzer.
Isto tornou Hemingway um imortal literário de corpo, espírito e biografia. Essa imortalidade criada através da lenda Hemingway, acabou eternizando alguns de seus maiores prazeres, entre elas, algumas de suas extravagâncias etílicas ocorridas em famosos bares pelo mundo afora.
Tendo nos brindado com algumas pérolas que retratam seu gosto pelos cocktails, como por exemplo, em uma tirada sobre o velho e bom Dry Martini e suas controvérsias de como seria a melhor maneira de prepará-lo. Hemingway costumava dizer o seguinte: “se por acaso você se perder na imensidão das savanas africanas durante um safári, bastará começar a preparar um Dry Martini e com toda a certeza, em menos de cinco minutos aparecerá alguém para dar um palpite de como deve ser a melhor maneira de prepará-lo”.
Mas nenhuma outra bebida encantava tanto o velho “Papa” como o Rum. Hemingway que morou em Cuba durante muitos anos, acabou por render-se a este inebriante destilado feito de cana-de-açúcar. Foi por lá também e graças as dois Bares e a dois Cocktails internacionais famosíssimos e que ele muito ajudou na popularização, criando mais uma de suas mais célebres pérolas e que ecoam quase que como um poema, na qual demonstra todo este amor pelo país e pela bebida: “My Mojito en La Bodeguita, My Daiquiri en La Floridita”... Dizia amigos mais próximos que isto não era apenas uma paixão, mas quase uma devoção, pois ele costumava consumir estes dois cocktails em dúzias como se estivesse diante de um afrodisíaco prato de ostras frescas e maravilhosas colhidas no pacifico.
O rum que foi a bebida de Marinheiros e Piratas e que deu a volta ao mundo através de navios em batalhas, descobrimentos e conquistas, e que era consumido como se fosse água uma vez que se acreditava que tomando rum ao invés da água durante as longas viagens, poderia livrar-se do terrível mal do escorbuto que dizimava tripulações inteiras causando-lhes a morte, e que mais tarde foi diagnosticado como sendo devido à falta de vitamina C no organismo e não devido à falta de água potável que causava outros males terríveis e até a morte, mas não este... Esta mesma bebida e esta mesma crença da cura do escorbuto através do rum, levaram a Marinha Real Inglesa a liberar uma dose diária a todos os seus Marinheiros para prevenir o mal. Determinação esta que somente acabaria no século XX, na década 70, centenas de anos após a descoberta da cura da doença, através da ingestão da vitamina C obtida com uma dieta mais balanceada e rica em frutas e verduras, além de complexos vitamínicos, já totalmente incorporados ao dia a dia dos Marinheiros.
Outro detalhe interessante sobre o rum é ter sido a primeira bebida destilada consumida em grande escala no velho oeste americano, ao contrário do que vemos nos velhos filmes de cowboys, onde homens exauridos depois de longas jornadas e com muita poeira na garganta bradavam por uma garrafa de whisky para os Bartenders nos Saloons.
Um pouco mais de estórias de bebidas... E misturas
Vou começar pelo nosso Daiquiri... Existem inúmeras versões sobre a sua origem...

Mas, eu como sempre gosto de magia e poesia contida nessas criações, além de muitas aventuras, vou contar a minha versão preferida que diz sobre soldados cubanos que combatiam os colonizadores espanhóis no final do século XIX. Eles carregavam amarrados em suas cinturas um pequeno odre de couro contendo uma mistura de rum branco e suco de limão. Diziam ser uma poção mágica e também um poderoso elixir que lhes dava coragem e valentia para os duros combates.
Depois dos espanhóis, foi à vez dos soldados americanos enfrentarem estes valentes guerreiros munidos de suas poções mágicas ao invadirem Cuba, entrando pela praia de Daiquiri. Estes novos invasores logo também criaram gosto por este elixir, mas dando um toque especial a bebida acrescentando gelo picado para ajudar a aliviar o escaldante calor da região, e o batizaram com o sugestivo nome da praia onde haviam desembarcado e combatido tão valentes opositores: Daiquiri.
O famoso restaurante e bar La Floridita (Calle Monserrate, 557 esquina com Obispo) que ficou conhecido como o templo mundial do Daiquiri (suco de limão, rum carta branca, açucar e gelo frapê). Hemingway tornou-o famoso no mundo todo,tendo recebido inclusive como uma justa homenagem até um busto de bronze, além do último banco do balcão bar estar com uma corrente separando-o dos demais, pois dizem era ali que costumava sentar nos finais de tarde para tomar seus Daiquiris. Outro nome não menos famoso no La Floridita foi seu Bartender Constantino Ribalagua, a quem seu principal cliente, Hemingway creditava a perfeição na preparação deste cocktail.
O Mojito e sua origem
O outro endereço imortalizado por Hemingway em Cuba devido ao seu famoso cocktail Mojito é o bar La Bodeguita Del Médio (Empedrado no. 207).

Na estória da origem deste cocktail segundo o próprio Hemingway gostava de contar, teria surgido das mãos do aventureiro e Almirante Inglês Sir Francis Drake, que teria misturado folhas de hortelã maceradas com rum, criando uma infusão com a finalidade de ajudar no combate aos problemas respiratórios como asma e também nos males estomacais que atingiam seus Marinheiros. Dizem que as doenças não foram curadas, mas que o número de doentes aumentou muito somente para ganhar uma dose extra de rum, mesmo que ela viesse batizada com as folhas de hortelã maceradas.
Daí para se transformar em um cocktail popular bastou à criatividade de algum Bartender, entrando em ação com seu incrível poder criativo e de transformação, acrescentando-lhe o suco de limão, gelo e a água com gás, transformando-o em uma bebida muito refrescante e excelente ajuda para enfrentar o causticante sol do Caribe.
E como dizia Hemingway em outra de suas célebres e poéticas frases que deixou como legado para todos nós, amantes da boa bebida e da boa conversa: “Faça sempre lúcido o que você disse que faria bêbado. Isso o ensinará a manter sua boca fechada.”
Cheeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeers!

HAPPY HOUR AO PÔR-DO-SOL




A cidade conhecida como sendo a “Esquina do Mundo”, nos reserva surpresas a cada momento. Seus bairros elegantes e clássicos... Shows... Luzes... E povos originários de todas as partes do Planeta, transformam-na em um verdadeiro mosaico de Magia... e Sedução com Cores e Sabores.




Símbolo maior desta cidade e reinando absoluta desde o fatídico 11 de setembro, quando as Torres Gêmeas desapareceram por completas de nossos olhos, embora aquela imagem que parecia filme de Hollywood vá marcar a história da humanidade para sempre... A Estatua da Liberdade ainda continua sendo a primeira imagem do visitante quando se fala na Big Apple e de onde se pode apreciar uma das mais magníficas vistas do mundo, ao do sul da Ilha de Manhattan.


E é em Manhattan, nome dado à ilha pelos antigos índios que ali habitavam da “Tribo Algonquim” e formada por cinco distritos Brooklyn, Queens, Bronx, State Island... Além da magnífica Manhattan onde encontram-se os principais atrativos turísticos de Nova York.


Manhattan abriga inúmeros Museus conhecidos internacionalmente, como o Metropolitan Museun, o Gughenhein com sua arquitetura rebuscada em forma de caracol, o Sea Port Museun, para visitação de navios ancorados e muitos outros, com um acervo importantíssimo como o Moma – Museun of Modern Art e o Whitney Museun.



E lá também que encontramos o mais antigo arranha-céu do mundo. Simbologia maior do Imperialismo Americano e guindado novamente a estrela de primeira grandeza, após a tragédia de 11 de setembro. O Empire States building... Sendo ainda o melhor mirante da Cidade. Além deste temos o imponente Chrysler Building com sua cúpula revestida em aço, um dos maiores prédios da cidade, a sede das Nações Unidas, o charmoso Rockfeller Center, famoso pela sua pista de patinação no gelo e a fantástica St. Patrick Church, construída toda em estilo gótico.


Na gastronomia, uma das maiores e melhores do mundo, Nova York conta com mais de 20 mil bares e restaurantes e que oferecem pratos de qualquer parte do planeta, além de muito entretenimento noturno como danceterias e famosa Broadway com os seus esplendidos musicais.


Seria impossível descrever as mil caras de New York em tão pouco contexto. Tudo deve ser sentido e vivenciado por todos na tão sonhada cidade da liberdade, das luzes, dos portos, dos jardins, das igrejas e sinagogas e que aguarda de braços abertos todos os seus visitantes para lhes mostrar todos os seus encantos e belezas.


Nesta mistura de cores, sabores, lugares e onde o novo e o velho estão espalhados por todas as esquinas, é que surgiu um dos Cocktails mais conhecidos e apreciados no mundo... E que hoje pode ser apreciado não somente pelos Novos Ioquirnos, mas em todos os lugares do mundo... Transportando-nos como que se fosse por osmose para esta magnífica cidade, e nos fazendo recordar por todos os lugares por onde passamos... Em que seus componentes combinam toda a força e o poder da sedução do Whisky... O equilíbrio amargo do Bitter na dosagem exata... E toda masculinidade italiana do Vermouth Rosso... E que transforma a bebida, deixando-a com tons avermelhados... Lembrando-nos de um dos mais belos pores-do-sol do mundo... e que pode ser apreciado justamente da Ilha que lhe empresta o nome... O “MANHATTAN”.



Criado para aristocracia para comemorar a eleição Samuel T. Tilden... Governador eleito de Nova York no ano de 1874... Especialmente atendendo a um pedido de uma socialite da época e até então sua particular admiradora... Jenny Jerome e que em um futuro próximo se tornaria a Sra. Randoph Churchil, Mãe do Primeiro Ministro do Inglês... E para quem muitos historiadores apontam como sendo a alma da resistência Inglesa durante a segunda grande guerra... Também conhecido como um grande apreciador de todos os tipos de bebidas,fossem elas puras ou misturadas e que segundo contam tinha o seguinte lema “Jamais tomo mais do que uma boa bebida forte por dia... antes do café da manhã”. Isto além de não se separar de seu charuto cubano curto e que também mais tarde se transformaria através das fábricas cubanas no legitimo “Churchil”, curto o suficiente para não incomodar, e largo o bastante para tornar este prazer ainda mais duradouro.


Histórias e lendas a parte... Este cocktail tornou-se um dos mais populares ícones da Coquetelaria mundial. Feito originalmente com Whisky de Centeio, Vermouth Italiano (os tintos naquela época eram conhecidos desta maneira) e Bitter de laranja... Ele sofreu algumas alterações desde aquele dia em que foi criado no Manhattan Club... Até os nossos dias. O Whisky de centeio fartamente encontrado a época... E por ser um pouco mais leve que o de milho, mais apreciado pelas damas... E o bitter de laranja muito difícil de ser encontrado... Cederam lugar em definitivo para a aromática Angostura bitter e em grande parte dos bares do mundo as receitas passaram a utilizar o Bourbon muito mais popular, entrando no lugar do Rye Whiskey dando mais corpo a bebida. Variações também surgiram para todos os gostos, misturando-se ao vermouth italiano e o francês e tornando um manhattan perfeito ou “PERFECT MANHATTAN”... E para os que apreciam bebidas mais secas, trocando-se o vermouth italiano pelo seco francês... Transformando-se no “DRY MANHATTAN”.

Cheers...Salute...Santé!

DRY MARTINI


Discreto é talvez a melhor descrição deste que é considerado como o "Rei dos Cocktails ou Cocktail para Reis".

O DRY MARTINI, é magia, é imaginação e também perfeição. Gin e Vermouth Seco, o que haveria de especial em tanta simplicidade?
Vamos começar então pela história. E olha que são muitas as versões. Eu contarei a minha favorita...
Era início do século XX e Nova York prosperava alegre, bonita e fervilhando de bares, cafés, hotéis e restaurantes.

Mas, havia um lugar em especial que o maior Magnata da época elegeu para seu Happy Hour... depois de mais um longo e duro dia de trabalho. Estamos falando do milionário John Delano Rockfeller Junior, o homem mais rico e poderoso dos Estados Unidos e com um tino comercial que se fazia admirar até mesmo por seus maiores inimigos e concorrentes da indústria petrolífera, movida pelo recém criado automóvel em série...criado por "Ford".

Do outro lado, havia um Barman de frágil aparência, alegre, simpático, e acima de tudo determinado em sua arte e em seu trabalho. Descendente de Mexicanos, seus pais eram imigrantes fugidos da miséria do país. "Martinez...O Grande", como era conhecido pelos seus amigos, apesar de toda a sua fragilidade física e baixa estatura, era considerado muito inteligente, rápido e perspicaz. O encontro seria inevitável, Rockfeller acostumado ir com frequência ao bar do Hotel Knickbocker, sempre nos finais de tarde... aonde tranquilamente terminava a leitura de seu "Wall Street Journal"... e aproveitava para tomar uma bebida, e Martinez recém contratado para ser o novo Barman do hotel, e que ouvira o Maitre D'Hotel dizer, que algumas tardes frequentava o bar do hotel a pessoa mais rica e poderosa dos Estados Unidos. Martinez estava ansioso para poder conhecê-lo e atendê-lo.

Certo dia num final de tarde,estava Martinez preparando-se para mais uma noite de trabalho, quando entrou em seu bar um senhor sisudo, meia idade e com certa expressão de preocupação e com cara de poucos amigos. Jornal debaixo do braço... chegou e foi sentando-se em uma das mesas, abriu seu jornal e lentamente começou a ler. O simpático Martinez, avidamente foi ao seu encontro, como todo Barman deve fazê-lo. Aproximou-se e ofereceu-lhe uma bebida para tentar quebrar o gelo, sem ter muito o que dizer entre cliente e Barman no primeiro contato.

Rockfeller então, com sua penetrante expressão, baixou o jornal e medindo Martinez de cima para baixo e de um lado para o outro...E hesitante por um certo momento, mas, logo em seguida como se quisesse lançar um simpático desafio para aquela figura que se encontrava a sua frente,e também por haver interrompido-o, quem sabe justamente no momento que descobrira alguma formúla para ganhar mais alguns milhares de dólares, disse-lhe... - "Sim, gostaria de beber algo jamais experimentado por qualquer outra pessoa."

Martinez gelou por alguns instantes, mas, rapidamente recobrando toda a sua altivez e novamente colocando seu ágil cérebro a pensar, e encheu-se de brio, e como que por telepatia, e sentindo que estava sendo desafiado, buscou dentro de si forças e pensou...- Eu sou "Martinez, O Grande". Minha Bisavó foi criada do Libertador das Américas, Simon Bolívar. Meu Avô lutou ao lado do Exercito revolucionário de Zapata, o Heróico guerrilheiro mexicano... e... eu não posso ser desafiado por este "Gringo" desta maneira sem responder a altura. Pensou então,... - "Que Hombre seco! - E para los secos, nada mejor que el gin".


Verteu então uma dose bem generosa de Tanqueray London Dry Gin em um Mixing Glass com gelo, e sem que Rockefeller percebesse, derrubou algumas gotas de Vermouth Francês Noilly Prat na mistura. Como foram apenas gotas, o milionário que acompanhava tudo a distância... com muita admiração durante toda a performance de Martinez, não percebeu o truque do Vermouth seco. Martinez mexeu rapidamente a mistura e despejou-a em uma taça de haste fina, de borda delicada em cristal transparente e perfeitamente gelada. E como que para finalizar a obra de arte recém criada, pincelou-o com um " Zest de óleo aromático, proveniente de um Twist de Limão", colocando-o sobre a bebida, criando um raro espetáculo flutuante e aromático.


Então, enchendo-se de coragem e orgulho de sua mais nova criação, ofereceu-o ao milionário John Delano Rockfeller. O sisudo senhor, neste momento já mais relaxado e um pouco mais simpático, tomou um pequeno gole, sem não antes, ter apreciado toda a simplicidade daquela bebida que ele imaginara como sendo apenas gin com perfume de casa de limão, sentiu a principio toda a secura em sua boca, mas que alguns instantes depois seria invadida por sabores e aromas os mais diversos e incríveis, jamais por ele sentido em qualquer outra bebida que já havia tomado. Então, como num espasmo de encanto pela bebida e admiração instantânea por aquele profissional, e em sua santa ignorância de Anglo-saxão e já naquele instante já totalmente relaxado e a vontade, voltou-se para Martinez... que o aguardava ansioso como todo grande artista quando expõe sua mais nova criação... e disse-lhe: VERY DRY... VERY DRY...MARTINI...

VERY DRY... VERY DRY...MARTINI...


Desde aquele instante para felicidade de uma legião de apreciadores de "Martinis" de todos os tipos e em todos os lugares do planeta, nascia, além de uma grande amizade entre John Delano Rockfeller e o Grande Martinez, o "REI DOS COCKTAILS" e que foi batizado pelo artista, como auto-retrato de "Criador e Criatura" e por isto mesmo, chamado naquele momento de " DRY MARTINEZ " ... e com o passar dos anos, tornou-se o simplesmente o "DRY MARTINI".